quarta-feira, junho 21, 2006

As velhas do meu coração.

Há um vocabulário que confunde, que não soluciona, que enlameia e complica. Quero buscar a solução das coisas, mas não as alcanço. Quero chorar o tempo todo, mas sei que não devo. Na verdade, devo, mas não posso. Na verdade, posso, mas não quero me render às pessoas. Condenariam-me severamente caso me vissem chorando. Deveria arreganhar meus prantos despudoradamente, de modo que o mundo pudesse entender a minha dor, que não é como as dores. Por se tratar de ser a minha dor.

Queria que os meus amigos perfeitos fossem fantásticos para sempre. Queria que as pessoas tivessem a desfaçatez de dosar perfeitamente o cinismo com a indiferença. O ao redor me come, e então, o que faço? Nada.

Vem para mim. Fale as palavras mágicas e doces que só você sabe. Entenda o meu penar. Somos amantes. Quero lhe comer. Quero lhe amar. Quero morrer com você no vão de sua tristeza. Façamos o céu escorrer melado e a terra virar lama. Trepemos cento e oitenta e cinco horas sem parar. Chupe o meu dedo, o meu pau, o meu cú e o meu peito cabeludo que lhe chuparei os bicos das tetas, a boceta e os dedões dos pés.

Meu filho fará as coisas mais certas do mundo. Comerá alimentos verdes e estudará em escolas integrais fantasticamente perfeitas. Escreverá livros, plantará árvores e terá filhos, e mais filhos e fundará uma comunidade natureba no meio do sertão, com todos eles e todos serão ou seus filhos ou seus amantes, e às vezes os dois ao mesmo tempo. A lei será a de todos foderem a todos. Devassidão será sinônimo coloquial de amor. Perversão, algo parecido.

Bato teclas de euforia enquanto ali na sala ao lado, as minhas velhas de bocetas ressecadas rezam o rosário para o nosso senhor Jesus cristo, um homem que me fode até hoje, embora tenha nascido e morrido há dois milênios atrás.

Queria ir até lá, completamente bêbado, para lhes esfregar meu pau babado de porra das dezenas de punhetas que acabei de bater. Mostrar-lhes a minha virilidade de jovem. O poder que tenho. A força de transformação. E penetra-las, uma por uma, embora sejam velhas ressequidas, esposas de maridos impotentes, para lhes mostrar o único e verdadeiro poder da salvação, que é a rola.

E depois, mesmo se estivesse exausto, reuniria forças sobrenaturais e as foderia o cú, com raiva e força para lhes rasgar. A dor da carne é o único poder transcendental. É a única forma de revolução. Um cú rasgado pode transformar o mundo. E quero ser esse ator, o agente da dor, o homem que salva o mundo rasgando cús de velhas ressequidas carolas, mulheres de machos sem virilidade.
Ao final, cuspiria em seus rostos e diria, amo todas vocês, meus bens!

4 Comments:

Blogger Guilherme said...

Na moral, isso me dá certo escárnio, nojo, mas não algo consolante sobre os deveres acima da vontae instintiva, é... é apenas repugnante!

Você precisa de uma noite orgíaca?

6:39 PM  
Anonymous Equipe Paradoxo said...

Olá Tiago,
Viemos aqui para agradecer o link para a Paradoxo em seu blog :)

...e chore um pouco, mesmo que sozinho. Faz bem, às vezes [é, essa velha história].

5:35 AM  
Anonymous GABRIEL said...

{[(No coment!!!!!)]}

4:18 AM  
Anonymous fochesatto said...

estou de pé.
e estou batendo palmas!
bravo, bravo. vamos lá!

10:34 AM  

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